Juiz federal recusa ação de improbidade Bolsonaro envolvendo Wal do Açaí
Juiz federal da 6ª Vara Cível do DF rejeitou ação do MPF por improbidade contra Bolsonaro e Wal do Açaí, que pedia ressarcimento de mais de R$ 280 mil aos cofres públicos.
Segundo o UOL, a 6ª Vara Cível do Distrito Federal rejeitou a ação de improbidade bolsonaro movida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a ex-assessora parlamentar Walderice Santos da Conceição, conhecida como Wal do Açaí. A decisão é do juiz Rodrigo de Godoy Mendes.
Resumo rápido
- Juiz federal da 6ª Vara Cível do DF rejeitou a ação de improbidade bolsonaro contra o ex-presidente e Wal do Açaí.
- O MPF pedia a condenação dos dois e o ressarcimento de mais de R$ 280 mil aos cofres públicos.
- Para o juiz, não há prova conclusiva de nomeação fictícia no gabinete de Bolsonaro entre 2003 e 2018.
O que o juiz entendeu na ação de improbidade bolsonaro?
Segundo a Revista Oeste, na ação de improbidade bolsonaro o juiz considerou que não havia elementos para enxergar Wal do Açaí como funcionária fantasma. Os depoimentos colhidos, ainda segundo a revista, indicaram que ela fazia a ponte entre moradores da região e o gabinete de Bolsonaro na Câmara. Para o magistrado, o regimento da Câmara permite que secretários parlamentares atuem também fora de Brasília, no estado de representação, e ter atividade comercial privada não é, necessariamente, incompatível com a assessoria. Ele afirmou ainda que trabalhar de forma informal, sem escritório tradicional, não permite concluir por simulação ou improbidade.
Antes, em janeiro de 2018, a Folha de S.Paulo revelou que Walderice aparecia desde 2003 entre os 14 funcionários do gabinete de Bolsonaro em Brasília, com salário bruto de R$ 1.351,46 por mês. Segundo o UOL, a reportagem foi até Angra dos Reis (RJ) e constatou que ela trabalhava em um comércio de açaí na Vila Histórica de Mambucaba, na mesma rua da casa de veraneio do ex-presidente.
Ainda segundo a Revista Oeste, o MPF sustentava que Wal do Açaí não exercia funções do cargo e era paga para cuidar do imóvel de Bolsonaro em Angra dos Reis. A acusação também citava um comércio chamado Wal Açaí na mesma vila e a ausência dela no gabinete da Câmara, em Brasília.
O que ainda não foi informado?
As fontes não dizem se o MPF vai recorrer nem se a rejeição da ação de improbidade bolsonaro foi no mérito. Também não há a data exata da decisão, e os textos consultados não trazem manifestação da defesa de Bolsonaro nem de Wal do Açaí.
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Fontes
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