Investigações contra Flávio Bolsonaro seguem no STF após saída do Brasil
Flávio Bolsonaro responde a dois inquéritos no STF, sem acusação formal até agora, e está nos Estados Unidos. Ele descumpriu ordem de Alexandre de Moraes para entregar passaportes, segundo as reportagens. Segue no Senado até fevereiro.
Segundo a DW Brasil, as investigações contra Flávio Bolsonaro seguem no Supremo Tribunal Federal (STF) mesmo depois de ele deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos. Ele responde a dois inquéritos da Corte e continua no Senado até fevereiro, quando tomam posse os novos parlamentares. O UOL trouxe o mesmo quadro.
Resumo rapido
- Investigações contra Flávio Bolsonaro: dois inquéritos no STF, sem acusação formal até agora.
- Ele descumpriu ordem de Alexandre de Moraes para entregar passaportes, segundo as reportagens.
- Entrou nos EUA com autorização temporária por razões humanitárias.
- O mandato no Senado vai até fevereiro, segundo as reportagens.
Após a derrota na eleição presidencial, Flávio chegou a se declarar presidente eleito do Brasil, de acordo com as reportagens, e depois passou a se apresentar como líder da oposição em publicação nas redes sociais. Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, afirmou que ele deveria “deixar o país” caso perdesse a eleição, para evitar investigações.
Como estão as investigações contra Flávio Bolsonaro no STF?
Um dos inquéritos é relatado pelo ministro André Mendonça e apura, segundo a DW Brasil, suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas ligadas a aportes para o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Esses aportes são atribuídos ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A PF tenta descobrir a origem e o destino de remessas ao exterior: dos 12 milhões de dólares enviados, 2,8 milhões voltaram ao Brasil. Flávio é apenas investigado, sem acusação formal nem indiciamento.
O outro inquérito, sob relatoria de Alexandre de Moraes, verifica se Flávio seria sócio oculto do advogado Willer Tomaz, citado em apurações sobre fraudes no INSS. Segundo a reportagem, a PF aponta registros de viagens custeadas por empresas ligadas a Tomaz e documentos que indicam Flávio como “usuário master” de uma conta da Alcazar Holdings, controladora de uma operação de apostas.
Ele pode ser preso ou extraditado?
Segundo a DW Brasil, a Justiça não considera Flávio foragido. A PF afirmou que a restrição a documentos de viagem não caracteriza foragido nem autoriza prisão. Cabe a Moraes decidir os próximos passos, o que pode incluir prisão preventiva por descumprimento da medida anterior. Nesse caso, a extradição poderia ser pedida, embora a cooperação das autoridades americanas seja vista como difícil.
Sobre a saída do país, a DW Brasil cita documentos obtidos pelo jornal O Globo: Flávio teria apresentado passaporte italiano às autoridades argentinas, e o sistema de migração dos EUA registrou a entrada com esse documento e com o passaporte diplomático brasileiro, já cancelado pela PF. Ele obteve autorização temporária por razões humanitárias, sem indícios de visto permanente.
O que ainda não foi informado?
As reportagens não esclarecem como Flávio deixou o Brasil. Segundo a DW Brasil, a versão divulgada pelas autoridades argentinas aponta a região da Ponte Internacional Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu (PR), onde a apresentação de passaporte não é obrigatória. Também não há informação sobre nova decisão de Moraes após o descumprimento da ordem.
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Fontes
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