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Endividamento das famílias chega a 50,1% da renda anual em agosto, segundo o BC

O Banco Central informou que o endividamento das famílias chegou a 50,1% da renda anual em agosto de 2026, o maior nível da série. Os dados de setembro sobre inadimplência trazem números diferentes entre veículos e estão em revisão.

Por Redação Gazeta São Carlos · ·

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Ilustração gráfica sobre endividamento das famílias, da Gazeta São Carlos

O endividamento das famílias chegou a 50,1% da renda anual em agosto de 2026, segundo o g1. O número é o mais alto já registrado na série do Banco Central, que começa em março de 2011, e, segundo o g1, foi a primeira vez que o indicador ultrapassou 50%. Os dados saíram na quinta-feira (29), junto com a atualização da inadimplência de setembro.

Resumo rápido

  • Endividamento das famílias: 50,1% da renda anual em agosto de 2026, recorde da série do BC
  • Inadimplência total dos bancos: 5% em setembro (g1); 4,98% no conjunto do sistema financeiro (CNN Brasil)
  • Desenrola: prevê renegociar R$ 150 bilhões em dívidas, com a União comprando carteiras com deságio de 90% (g1)

Endividamento das famílias e a inadimplência de setembro

Esse indicador considera contratos com mais de 90 dias de atraso. Segundo o g1, a taxa média dos bancos ficou em 5% em setembro. Já a CNN Brasil aponta que, no conjunto do sistema financeiro, a inadimplência caiu de 5,05% em agosto para 4,98% em setembro. Nas pessoas físicas, o g1 fala em 6%, o maior patamar da série; a CNN registra 5,99%, ante 6,04% no mês anterior. Entre as empresas, a taxa recuou de 3,4% para 3,3%, conforme as duas reportagens.

Em setembro, o BC avaliou que a taxa de juros elevada mantém o endividamento das famílias pressionando a situação financeira de famílias e empresas, segundo o g1. Na ata do Comitê de Estabilidade Financeira, de reunião do fim de agosto, a instituição afirmou que prepara medidas para mitigar riscos ligados ao peso de modalidades de crédito mais caras nas dívidas das famílias.

Nova rodada do Desenrola e o que muda

Segundo o g1, o governo anunciou na semana passada um novo ciclo do Desenrola, que prevê renegociar R$ 150 bilhões em dívidas. O Novo Desenrola Brasil, também chamado de Desenrola 2.0, havia sido lançado em maio deste ano. Pelo que a reportagem descreve:

  • A União compraria carteiras de crédito dos bancos com deságio de 90%, com desembolso estimado em R$ 15 bilhões.
  • Entram dívidas que estão atrasadas entre 2 e 4,5 anos.
  • Abrange o cartão de crédito, nas parcelas e no rotativo, e o crédito pessoal que não tem desconto em folha.
  • Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, valem dívidas de até R$ 10 mil.

Também na semana passada, o BC definiu por resolução que ofertas de empréstimo feitas pelos bancos no Pix só poderão ocorrer com autorização prévia e específica do cliente, e que a primeira oferta deve vir pelo menos 24 horas depois da habilitação, segundo o g1. As instituições também precisarão oferecer uma forma clara de bloquear propagandas e ofertas ativas, e a regra entra em vigor em 31 de março de 2027.

O que ainda não foi informado

Os dados mais recentes do BC mostram o endividamento das famílias no maior patamar da série, mas as reportagens não trazem prazos para adesão ao novo programa nem detalham como o devedor deve pedir a renegociação.

Acompanhe mais notícias da editoria Brasil na Gazeta São Carlos.

Fontes

  • g1 (publicado pela fonte em 29/10/2026)
  • CNN Brasil (publicado pela fonte em 29/10/2026)

Matéria da Redação Gazeta São Carlos, elaborada a partir das fontes indicadas e conforme a política editorial. Encontrou um erro? Veja como pedir uma correção.

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