Lula defende seriedade fiscal e diz que pobres não vão pagar pelo ajuste fiscal do governo
Lula afirmou que o governo tem seriedade fiscal e que a população pobre não deve arcar com o ajuste, em reunião do CNPE nesta sexta-feira (6).
Nesta sexta-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo federal tem “seriedade fiscal” e disse que “o pobre não pagará a conta” do ajuste fiscal do governo. A declaração foi feita numa fase em que o mercado cobra providências para colocar as contas públicas em equilíbrio, durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), segundo o Metrópoles e a CNN Brasil.
Resumo rápido
- Quem: o presidente Lula (PT), em reunião do CNPE
- Tema: ajuste fiscal do governo e a defesa da seriedade fiscal
- Quando: sexta-feira (6/11)
- Pano de fundo: cobrança do mercado por equilíbrio das contas públicas
Segundo o Metrópoles, Lula comparou a dívida do Brasil com a dos Estados Unidos, do Japão e da Itália. Ele sustentou que não é possível gastar além dos recursos disponíveis, mas que o país pode se endividar para criar “ativos novos”, como ferrovias, estradas e aeroportos, desde que consiga pagar.
Na mesma reportagem, Lula citou indicadores: segundo ele, a inflação acumulada na atual gestão é a menor em quatro anos da história nacional, 80% das categorias organizadas fecharam acordos salariais acima da inflação e o salário mínimo subiu acima dela. Ele também disse que, ao assumir em 2023, o governo encontrou um déficit de 2,8% e que agora entrega o Orçamento com superávit. Segundo a CNN Brasil, a previsão para o próximo ano é de superávit, situação em que as receitas superam as despesas.
Qual é o contexto do ajuste fiscal do governo?
Segundo a CNN Brasil, o debate sobre o ajuste fiscal do governo ocorre após a reeleição de Lula no segundo turno, em 25 de outubro. Nesse cenário, o mercado passou a questionar como ficarão as finanças nos próximos anos, sobretudo diante dos programas sociais prometidos na campanha e do nome escolhido para o Ministério da Fazenda, pasta que, conforme a emissora, terá um cenário fiscal desafiador previsto para o próximo ano. Lula, ainda segundo a CNN, criticou pressões do mercado financeiro.
O que ainda não foi informado?
As reportagens não detalham quais medidas o governo pretende adotar para equilibrar as contas nem quais programas poderiam ser afetados por eventuais cortes. Também não informam o valor do superávit previsto para o próximo Orçamento.
Ao defender o ajuste fiscal do governo, Lula associou a política de contas públicas à inclusão social, segundo o Metrópoles.
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Fontes
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