Defesa de Marcola contesta provas de lavagem de dinheiro do PCC na Operação Vérnix
A defesa de Marcola, líder do PCC, diz que as provas da Operação Vérnix são insuficientes e aponta falhas na investigação de lavagem de dinheiro, que levou à prisão da influenciadora Deolane Bezerra.
Segundo a CNN Brasil, a defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, identificado como chefe da facção, enviou na quarta-feira (4) uma resposta às acusações do Ministério Público de São Paulo (MPSP) no caso da operação vérnix marcola. Os advogados afirmam que os elementos reunidos pelo órgão não bastam para atribuir responsabilidade penal a cada investigado.
Resumo rápido
- Na operação vérnix marcola, a defesa diz que as provas são insuficientes
- A investigação começou em 2019 e levou à prisão da influenciadora Deolane Bezerra em maio
- A Justiça determinou o bloqueio de R$ 327 milhões, segundo a CNN Brasil
Como a operação vérnix marcola chegou aos investigados?
Na operação vérnix marcola, o caso começou em 2019, quando policiais penais recolheram bilhetes trocados por detentos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. Segundo a CNN Brasil, um dos papéis citava uma “mulher da transportadora” que levantaria endereços de agentes públicos para possíveis ataques. A apuração chegou a uma transportadora da mesma cidade que, segundo o Metrópoles, foi reconhecida pela Justiça como instrumento usado para lavar dinheiro. Ainda de acordo com o Metrópoles, uma segunda fase, chamada Lado a Lado, encontrou movimentações incompatíveis com o patrimônio e indícios de repasses à influenciadora Deolane Bezerra. A CNN Brasil afirma que conversas entre familiares e Deolane apareceram na perícia de um celular.
Segundo o Ministério Público, conforme o Metrópoles, o grupo se dividia em três núcleos:
- Decisório: Marcola e seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior
- Operacional: Everton de Sousa, conhecido como “Player”, e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha do líder
- Financeiro: Deolane Bezerra e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola
A Operação Vérnix, deflagrada em maio, resultou na prisão de Deolane Bezerra. A Justiça também determinou o sequestro de bens de luxo, de acordo com a CNN Brasil.
O que dizem as defesas
O advogado Bruno Ferullo, que representa a família de Marcola, sustenta que as provas são insuficientes e que houve irregularidades desde a fase de investigação. Segundo ele, a inclusão de Marcola se deu por causa de um apelido, “Narigudo”, que a investigação atribui ao chefe da facção, mas que teria sido citado de forma equivocada em conversas de terceiros interceptadas. Ferullo também pediu acesso a elementos da apuração ainda não disponibilizados e a realização de diligências, segundo a CNN Brasil. Já o advogado José Albino Neto, que defende Everton de Sousa, alega irregularidades nas investigações, conforme o Metrópoles. Todas as defesas negam as imputações.
O que ainda não foi informado?
As fontes não trazem resposta do Ministério Público à manifestação da defesa, nem prazo para o juízo analisar os pedidos. A CNN Brasil informa que a defesa de Marcola aguarda essa etapa. Os pedidos ainda dependem de análise judicial para avançar.
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Fontes
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