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Decisão do Copom sobre a Selic: juros ficam em 13,75% e cortes são interrompidos

O Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano, em decisão unânime, e interrompeu o ciclo de cortes iniciado em março. O comunicado não indica prazo para a pausa nem sinaliza nova alta ou corte.

Por Redação Gazeta São Carlos · ·

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Decisão do copom sobre a selic: Economia brasileira (imagem ilustrativa)
Foto de arquivo. Economia e PIB Foto: stevepb/Wikimedia Commons (Licença Pixabay)
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Segundo o g1, a decisão do Copom sobre a Selic foi anunciada na quarta-feira (4). Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária do Banco Central manteve a taxa básica em 13,75% ao ano e interrompeu o ciclo de cortes iniciado em março.

Resumo rápido

  • Decisão do Copom sobre a Selic: taxa mantida em 13,75% ao ano, por unanimidade
  • Pausa após cinco cortes de 0,25 ponto, que somaram 1,25 ponto desde março
  • Inflação projetada em 5,6% para 2026 e 4,7% para 2027, acima do teto da meta (segundo a Folha)
  • Juros no menor nível desde março de 2025, quando estavam em 13,25% ao ano

Motivos da decisão do Copom sobre a Selic

Ao justificar a decisão do Copom sobre a Selic, o colegiado citou maior incerteza sobre as próprias projeções, expectativas de inflação em alta e uma desaceleração mais forte da atividade econômica, segundo a Folha de S.Paulo. A votação foi unânime. Antes do encontro, 24 analistas ouvidos pela Bloomberg esperavam a manutenção dos juros, enquanto cinco projetavam mais um corte de 0,25 ponto, o sexto seguido.

No cenário doméstico, a piora veio com prêmios de risco mais altos, estresse nos juros futuros e câmbio pressionado. Segundo a Folha, o dólar teve a maior alta semanal em 18 anos e fechou a quarta-feira a R$ 5,45. O g1 informou que a moeda passou de R$ 4,99 a esse valor em pouco menos de duas semanas. No cenário de referência, o BC elevou a projeção de inflação de 5,2% para 5,6% em 2026 e de 3,9% para 4,7% em 2027, acima do teto da meta, e estima 3,5% para o segundo trimestre de 2028. A meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos.

Analistas ouvidos pela Folha seguem cautelosos. Rodolfo Margato, economista da XP, afirmou em comunicado que a falta de compromisso com os próximos passos é uma postura desejável em um cenário de incerteza elevada; a XP prevê a Selic em 13,75% até o fim de 2027. Rai Chicoli, estrategista-chefe da Monte Bravo, avalia que, sem um ajuste fiscal relevante, a taxa não deve cair mais nas próximas reuniões. Já o economista Felipe Salto, da Warren Investimentos, disse ao g1 que um controle maior das despesas e dos benefícios tributários poderia, no médio prazo, permitir juros menores.

O que ainda não foi informado?

A decisão do Copom sobre a Selic não traz prazo para a pausa, e as fontes não apontam sinal de retomada de cortes nem de alta dos juros. Segundo a Folha, o comunicado deixou de citar o ciclo de flexibilização, o que sugere que a taxa pode ficar parada por algum tempo, sem data definida. As fontes também não informam quando será a próxima reunião.

Acompanhe mais notícias da editoria Brasil na Gazeta São Carlos.

Fontes

  • g1 (publicado pela fonte em 04/11/2026)
  • Folha de S.Paulo (publicado pela fonte em 04/11/2026)

Matéria da Redação Gazeta São Carlos, elaborada a partir das fontes indicadas e conforme a política editorial. Encontrou um erro? Veja como pedir uma correção.

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