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Imposto do pecado: MP fixa alíquotas iniciais para bebidas e cigarros em 2027

O governo publicou medida provisória com as alíquotas iniciais do imposto do pecado, válidas até 31 de dezembro de 2027, com cobrança a partir de 2027 e projeto de lei com as alíquotas definitivas previsto até 31 de maio de 2027.

Por Redação Gazeta São Carlos · ·

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Imposto do pecado: Economia brasileira (imagem ilustrativa)
Foto de arquivo. Economia e PIB Foto: startupstockphotos/Wikimedia Commons (Licença Pixabay)
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Segundo o g1, o governo publicou na quarta-feira (4) uma medida provisória (MP) que fixa as alíquotas iniciais do imposto do pecado, nome popular do Imposto Seletivo. O texto saiu em edição extra do Diário Oficial da União na noite de quarta. A Revista Oeste também registrou a publicação.

Resumo rápido

  • As alíquotas iniciais do imposto do pecado valem até 31 de dezembro de 2027.
  • A cobrança começa em 2027; a Revista Oeste informa 2 de fevereiro, após a noventena de 90 dias.
  • O projeto com as alíquotas definitivas deve chegar ao Congresso até 31 de maio de 2027.
  • A equipe econômica estima R$ 41,9 bilhões de arrecadação com o tributo em 2027.

Como ficam as alíquotas do imposto do pecado em 2027?

No regime transitório, que vai até 31 de dezembro de 2027, veículos, aeronaves, embarcações, produtos fumígenos, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas seguem as alíquotas atuais do IPI, ajustadas por fatores de conversão. Pelas alíquotas previstas, a cerveja fica em 4,2%, o vinho em 8% e as bebidas açucaradas em 2,6%, enquanto o cigarro tem 66,7% mais R$ 3,50 por maço, sobre uma base de cálculo própria, segundo a Revista Oeste. Loterias e apostas têm taxa de 0,5%, e bens minerais extraídos ficam com alíquota zero até o fim de 2027, também segundo a Revista Oeste.

Como o imposto do pecado só pode ser cobrado depois da noventena, de 90 dias após a aprovação pelo Legislativo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse na terça-feira (3) ter combinado com os setores que o IPI continuará valendo nesse intervalo, segundo o g1. Para isso, o Executivo enviou ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), informam o g1 e a Revista Oeste.

Pela proposta de Orçamento enviada ao Congresso, a equipe econômica estima arrecadar R$ 41,9 bilhões com o tributo em 2027. Somado à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que também começa a ser cobrada em 2027, o governo busca manter a arrecadação estável em relação ao PIB. No futuro, a ideia é elevar a taxação para desestimular o consumo.

Argumentos da saúde e do setor de bebidas

Segundo o Ministério da Saúde, citando levantamento da Fiocruz, o consumo de álcool custou R$ 18,8 bilhões em 2019, dos quais R$ 1,1 bilhão com gastos federais diretos no SUS. Para o tabagismo, o ministério estima custo indireto de R$ 86,3 bilhões por ano e gasto total de R$ 153,5 bilhões, 1,6% do PIB, contra R$ 8 bilhões de arrecadação federal com cigarros. Já produtores nacionais de bebidas alcoólicas dizem que a carga vai de 40% a mais de 80% do preço e avaliam que aumentos podem pressionar margens, gerar repasses e demissões e estimular o mercado ilegal.

O que ainda não foi informado?

O projeto com as alíquotas definitivas deve chegar ao Congresso até 31 de maio de 2027. A MP precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado: o prazo inicial é de 60 dias, prorrogável por mais 60, com contagem suspensa no recesso. Até lá, o imposto do pecado segue dependendo do Congresso.

Acompanhe mais notícias da editoria Brasil na Gazeta São Carlos.

Fontes

  • g1 (publicado pela fonte em 05/11/2026)
  • Revista Oeste (publicado pela fonte em 05/11/2026)

Matéria da Redação Gazeta São Carlos, elaborada a partir das fontes indicadas e conforme a política editorial. Encontrou um erro? Veja como pedir uma correção.

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