Negação do holocausto na Alemanha cresce entre jovens, diz diretora do centro Anne Frank
Veronika Nahm, do Centro Anne Frank, afirma que a negação do Holocausto cresce entre jovens na Alemanha e cita redes sociais e falta de conhecimento como fatores.
Segundo a DW Brasil, a negação do holocausto na Alemanha está crescendo de forma acentuada entre os jovens. A afirmação é de Veronika Nahm, que dirige o Centro Anne Frank em Berlim e falou à agência católica KNA pouco antes de 9 de novembro.
A data lembra os pogroms de novembro de 1938, ataques violentos promovidos pelo Estado nazista contra judeus e entidades judaicas da Alemanha da época.
Resumo rápido
- Para Veronika Nahm, a negação do holocausto na Alemanha avança com força entre os jovens.
- Ela cita redes sociais e videogames como fontes de informações frequentemente falsas.
- Nas escolas alemãs, o tema é tratado com menos profundidade do que há 15 anos.
Onde a negação do holocausto na Alemanha aparece?
Segundo Nahm, o fenômeno é especialmente visível nas redes sociais do centro, onde a negação do holocausto na Alemanha aparece em comentários de usuários.
Em uma publicação que lembrava o aniversário de Otto Frank (1889-1980), pai de Anne Frank, apareceu o comentário “eu já comemorei o dia 20 de abril”, em alusão à data de nascimento de Adolf Hitler.
De sua família, só Otto Frank sobreviveu ao Holocausto. Anne foi assassinada em Bergen-Belsen. Depois, ele divulgou os diários que a filha escrevera enquanto a família se escondia, obra que ganhou fama mundial.
Nos comentários, também surgem mensagens que questionam por que o centro lembra Anne Frank e não uma criança em Gaza. Nas exposições itinerantes organizadas todo ano em cerca de 20 cidades alemãs, Nahm diz observar o mesmo fenômeno: visitantes perguntam, incrédulos, se aquilo realmente aconteceu.
Segundo Nahm, muitos jovens recebem menos informação sobre o tema em casa, e as escolas já não o tratam com a mesma profundidade de 15 anos atrás. Ela explica que a troca de gerações entre os professores pesa: para muitos docentes mais velhos, o assunto era muito importante em diversas disciplinas. Muitas vezes, afirma, não há má-fé, e sim desconhecimento; parte das informações que chegam aos jovens, frequentemente falsas, vem de redes sociais ou até de videogames. Para ela, não há como compreender a Alemanha atual sem olhar para o período nazista.
O que ainda não foi informado?
As fontes não trazem números sobre o avanço da negação do holocausto na Alemanha entre os jovens. A avaliação de crescimento é da diretora do centro, sem dados divulgados no texto.
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Fontes
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