Formação de governo em Israel: Herzog escolhe Gadi Eisenkot, rival de Netanyahu
O presidente de Israel indicou o líder da oposição Gadi Eisenkot para tentar formar governo após uma eleição sem maioria clara, com apoio de 67 deputados.
A formação de governo em Israel ganhou um novo rumo no sábado (7). Segundo o g1, o presidente Isaac Herzog escolheu Gadi Eisenkot, principal adversário do premiê Benjamin Netanyahu, para tentar montar o próximo governo do país. A decisão veio depois de uma eleição que não deu maioria a nenhum dos dois blocos.
Resumo rápido
- Indicado: Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar, escolhido pelo presidente Isaac Herzog.
- Prazo: 28 dias para formar o governo, com possível prorrogação de até 14 dias.
- Apoio: 67 dos 120 deputados do Knesset, acima dos 61 necessários.
- Cerimônia oficial: marcada para o domingo (8).
Como foi decidida a formação de governo em Israel?
Segundo o Metrópoles, Herzog conversou com Netanyahu e com Eisenkot antes de decidir. Em Israel, os eleitores votam em listas de partidos, e quem comanda o país é o líder capaz de reunir apoio suficiente no Parlamento para montar uma coalizão. Como regra, o presidente não é obrigado a escolher o candidato com mais parlamentares; pode preferir quem julga ter mais chances de obter esse apoio.
A eleição de 27 de outubro não deu maioria a nenhum bloco. O Likud, partido de Netanyahu, foi o mais votado, com 27 cadeiras, mas a aliança de direita e religiosos ligada ao premiê somou 53 vagas, enquanto a oposição de Eisenkot chegou a 48. Os partidos que representam a população árabe de Israel conquistaram 19 cadeiras, um recorde, em meio a uma participação também recorde de eleitores árabes, que somam cerca de 21% da população. Na sexta-feira (6), esses partidos anunciaram apoio a Eisenkot, o que elevou o total a 67 deputados. Segundo o g1, Eisenkot disse não pretender incluí-los no governo, então o apoio não significa participação na coalizão. Ele também é o primeiro líder de oposição a…
Eisenkot tem 66 anos e é filho de imigrantes marroquinos. Se assumir, poderá ser o primeiro premiê de Israel da comunidade mizrahi, formada por judeus cujos antepassados vieram do Oriente Médio e do norte africano, segundo o g1. Ele passou a atuar na política em 2022. Depois do ataque do Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023, integrou por pouco tempo o gabinete de guerra de Netanyahu e voltou à oposição, onde passou a fazer críticas públicas ao comando de Netanyahu, inclusive às operações em Gaza. Ele também perdeu um filho e dois sobrinhos nos combates em Gaza, segundo o g1.
O que ainda não foi informado?
As fontes não dizem quais partidos fariam parte de uma eventual coalizão de formação de governo em Israel, nem como ficará a relação com as legendas árabes depois do apoio anunciado.
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Fontes
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