Pular para o conteúdo
Envie uma notícia
Mundo

Negação do holocausto na Alemanha cresce entre jovens, diz diretora do centro Anne Frank

Veronika Nahm, do Centro Anne Frank, afirma que a negação do Holocausto cresce entre jovens na Alemanha e cita redes sociais e falta de conhecimento como fatores.

Por Redação Gazeta São Carlos · ·

Mundo

Negação do holocausto na Alemanha cresce entre jovens, diz diretora do centro Anne Frank
Foto de arquivo. Memorial do Holocausto em Berlim Foto: Tony Webster from Portland, Oregon, United States/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Segundo a DW Brasil, a negação do holocausto na Alemanha está crescendo de forma acentuada entre os jovens. A afirmação é de Veronika Nahm, que dirige o Centro Anne Frank em Berlim e falou à agência católica KNA pouco antes de 9 de novembro.

A data lembra os pogroms de novembro de 1938, ataques violentos promovidos pelo Estado nazista contra judeus e entidades judaicas da Alemanha da época.

Resumo rápido

  • Para Veronika Nahm, a negação do holocausto na Alemanha avança com força entre os jovens.
  • Ela cita redes sociais e videogames como fontes de informações frequentemente falsas.
  • Nas escolas alemãs, o tema é tratado com menos profundidade do que há 15 anos.

Onde a negação do holocausto na Alemanha aparece?

Segundo Nahm, o fenômeno é especialmente visível nas redes sociais do centro, onde a negação do holocausto na Alemanha aparece em comentários de usuários.

Em uma publicação que lembrava o aniversário de Otto Frank (1889-1980), pai de Anne Frank, apareceu o comentário “eu já comemorei o dia 20 de abril”, em alusão à data de nascimento de Adolf Hitler.

De sua família, só Otto Frank sobreviveu ao Holocausto. Anne foi assassinada em Bergen-Belsen. Depois, ele divulgou os diários que a filha escrevera enquanto a família se escondia, obra que ganhou fama mundial.

Nos comentários, também surgem mensagens que questionam por que o centro lembra Anne Frank e não uma criança em Gaza. Nas exposições itinerantes organizadas todo ano em cerca de 20 cidades alemãs, Nahm diz observar o mesmo fenômeno: visitantes perguntam, incrédulos, se aquilo realmente aconteceu.

Segundo Nahm, muitos jovens recebem menos informação sobre o tema em casa, e as escolas já não o tratam com a mesma profundidade de 15 anos atrás. Ela explica que a troca de gerações entre os professores pesa: para muitos docentes mais velhos, o assunto era muito importante em diversas disciplinas. Muitas vezes, afirma, não há má-fé, e sim desconhecimento; parte das informações que chegam aos jovens, frequentemente falsas, vem de redes sociais ou até de videogames. Para ela, não há como compreender a Alemanha atual sem olhar para o período nazista.

O que ainda não foi informado?

As fontes não trazem números sobre o avanço da negação do holocausto na Alemanha entre os jovens. A avaliação de crescimento é da diretora do centro, sem dados divulgados no texto.

Acompanhe mais notícias da editoria Mundo na Gazeta São Carlos.

Fontes

  • UOL (publicado pela fonte em 08/11/2026)
  • DW Brasil (publicado pela fonte em 08/11/2026)

Matéria da Redação Gazeta São Carlos, elaborada a partir das fontes indicadas e conforme a política editorial. Encontrou um erro? Veja como pedir uma correção.

Encontrou um erro? Avise a Redação Abre o seu e-mail com o título e o link desta matéria. Como tratamos as correções.

Compartilhar