Déficit das estatais federais cresce de janeiro a setembro de 2026, aponta Banco Central
Estatais federais acumulam déficit em 2026 segundo o Banco Central, com valores divergentes entre g1 e Metrópoles. Correios são apontados como principal fator de piora.
Segundo o g1, o déficit das estatais federais chegou a R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, com base em dados do Banco Central (BC). O Metrópoles traz outro valor para o mesmo período: R$ 11,4 bilhões negativos no acumulado do ano. As reportagens não explicam a diferença.
Resumo rápido
- Déficit das estatais federais de janeiro a setembro: R$ 8,5 bilhões (g1) ou R$ 11,4 bilhões (Metrópoles).
- Em setembro isolado, o Metrópoles informa déficit de R$ 3,4 bilhões, depois de superávit em agosto.
- Para o g1, os Correios são o principal fator de piora do resultado.
- O BC não inclui Petrobras, Eletrobras nem bancos públicos no cálculo.
Como está o déficit das estatais federais em 2026
Segundo o g1, o resultado é o pior da série histórica do BC, iniciada em 2002, para o período até setembro. Até então, o maior rombo nesse intervalo havia ocorrido em 2025. A mesma reportagem diz que o saldo parcial já supera o déficit de R$ 6,73 bilhões registrado em 2024, ano fechado. A situação dos Correios, com crise fiscal e piora do resultado financeiro, é apontada como principal causa: a estatal soma 15 trimestres consecutivos com resultado negativo e teve prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre. Em maio, o governo autorizou a empresa a vender seguros e títulos de capitalização e a atuar em telefonia, por meio de convênios com instituições financeiras.
O Metrópoles aponta que o resultado se concentra no início do ano: janeiro registrou déficit de R$ 3,33 bilhões. Agosto foi o único mês do ano com superávit, de R$ 1,76 bilhão, e setembro voltou ao vermelho, com R$ 3,4 bilhões.
No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027, enviado ao Congresso em abril, o governo admite que as estatais federais seguirão no vermelho até 2030, segundo o g1. Já a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, vê uma “deterioração perceptível” da saúde financeira de “parte relevante” dessas empresas, no Relatório de Acompanhamento Fiscal de julho. O BC calcula pela variação da dívida; o governo usa o conceito “acima da linha”, que exclui os juros da dívida.
O que ainda não foi informado?
O boletim oficial do BC não foi localizado, então os valores exatos dependem da publicação original. Também não há explicação para a diferença entre R$ 8,5 bilhões e R$ 11,4 bilhões, nem detalhe sobre o que levou ao superávit de agosto e ao déficit de setembro. Enquanto o déficit das estatais federais não tiver um número confirmado, o acompanhamento depende do Boletim de Estatísticas Fiscais.
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Fontes
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