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Cinco apurações decorrentes do inquérito das fake news são encerradas pelo STF

O presidente do STF, Edson Fachin, arquivou cinco apurações ligadas ao inquérito das fake news, com base em manifestações da PGR que apontaram falta de provas ou prescrição.

Por Redação Gazeta São Carlos · ·

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Cinco apurações decorrentes do inquérito das fake news são encerradas pelo STF
Foto de arquivo. Supremo Tribunal Federal Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
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Segundo o g1, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, arquivou cinco apurações que tinham origem no inquérito das fake news. A assinatura ocorreu na quarta (28), e a divulgação, só na quinta (29). Na segunda (26), ele já havia arquivado outras três investigações do mesmo inquérito.

Resumo rápido

  • Quem decidiu: o ministro Edson Fachin, presidente do STF.
  • O que foi arquivado: cinco apurações do inquérito das fake news, somadas às três da segunda (26).
  • Motivo informado: em alguns casos, não houve provas suficientes; em outros, o prazo legal já tinha passado, segundo o STF, que cita a PGR.

Um dos casos tratava de publicações do PCO com críticas ao STF, feitas em junho de 2022. Segundo o Metrópoles, o crime apontado, incitação, tem punição máxima de seis meses; como passaram três anos sem causas interruptivas, Fachin declarou extinta a punibilidade de Rui Costa Pimenta, presidente da legenda.

Outra apuração tinha como alvo mensagens de um grupo no Telegram com apologia de crimes racistas contra judeus e ameaças à vida de ministros. Segundo o Metrópoles, o aplicativo disse não conseguir identificar os administradores sem um número de telefone para consulta. Já a investigação sobre Flávia Cordeiro Magalhães, por suposta divulgação de notícias fraudulentas sobre o STF, foi encerrada por fragilidade das provas e falta de vínculo com grupos organizados, segundo a PGR.

Também foi arquivada a apuração sobre a possível atuação do ex-ministro do Turismo Gilson Machado junto ao Consulado de Portugal em Recife (PE). Segundo o g1, a suspeita era de ajudar Mauro César Barbosa Cid, delator da trama golpista, a obter passaporte português para deixar o país. Segundo o Metrópoles, por falta de indícios mínimos, o caso foi encerrado, com devolução de celulares e de uma arma de fogo apreendida, desde que a posse da arma esteja regularizada.

O último caso envolvia o deputado estadual Alex Brasil. Para o g1, a apuração tratava do uso de redes sociais para atrapalhar o pleito presidencial de 2022; já o Metrópoles descreve o caso como compartilhamento de conteúdo sobre sigilo do voto. Como os mesmos fatos já tinham sido apurados e arquivados em definitivo na PET 10783, o ministro acolheu o pedido do MPF, encerrou o processo e determinou o desbloqueio das contas do parlamentar em redes sociais.

Como o inquérito das fake news chegou a este ponto

Aberto pelo STF em 2019, o inquérito apura informações falsas, denúncias caluniosas, ameaças e outros ataques ao STF, a seus ministros e familiares, segundo o g1. Fachin assumiu a relatoria em setembro, no lugar de Alexandre de Moraes, e a presidência do tribunal passou a decidir sobre o que ainda não virou denúncia. Segundo o Metrópoles, a meta dele é encerrar o caso durante a gestão. Entre as três apurações arquivadas na segunda, pelo que informa o g1, estavam as de Silas Malafaia, Guilherme Fiuza e Eduardo Bolsonaro, ex-deputado que acabou condenado por coação durante a tramitação.

O que ainda não foi informado?

As fontes não trazem a íntegra das decisões nem manifestação das pessoas citadas. Também não se sabe se haverá recurso ou novos desdobramentos no inquérito das fake news.

Acompanhe mais notícias da editoria Brasil na Gazeta São Carlos.

Fontes

  • g1 (publicado pela fonte em 29/10/2026)
  • Metrópoles (publicado pela fonte em 29/10/2026)

Matéria da Redação Gazeta São Carlos, elaborada a partir das fontes indicadas e conforme a política editorial. Encontrou um erro? Veja como pedir uma correção.

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