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Extradição de Zambelli: Corte de Apelação de Roma adia julgamento para 24 de novembro

A Corte de Apelação de Roma transferiu para 24 de novembro a análise do pedido de extradição de Carla Zambelli ao Brasil, após a defesa alegar falta de documentos sobre o presídio para onde ela seria levada.

Por Redação Gazeta São Carlos · ·

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Ilustração sobre extradição de zambelli

A Corte de Apelação de Roma transferiu para 24 de novembro a análise do pedido de extradição de Zambelli ao Brasil, segundo a Agência Brasil. A análise estava marcada para o dia 27 de outubro, mas a defesa da deputada cassada Carla Zambelli pediu o adiamento por não ter acesso aos documentos enviados pelo Brasil sobre a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, para onde ela deve ser levada se for extraditada.

Resumo rápido

  • A Corte de Apelação de Roma transferiu para 24 de novembro a análise da extradição de Zambelli.
  • A defesa alegou falta de documentos brasileiros sobre a Colmeia, a penitenciária feminina do DF.
  • A ex-deputada segue em Roma enquanto a Justiça italiana analisa o caso.

Por que a extradição de Zambelli foi adiada?

Segundo a agência, a primeira instância italiana chegou a autorizar a extradição, mas a Corte de Cassação, a pedido da defesa, mandou refazer a análise por falta de dados sobre as prisões brasileiras. Houve um caso anterior, ligado à invasão do CNJ, em que a primeira instância também autorizou e a defesa reverteu a decisão na Cassação; nele, os magistrados apontaram uma suposta falta de neutralidade do relator no STF, o ministro Alexandre de Moraes.

Em 2025, a Primeira Turma do Supremo impôs a Zambelli pena de 10 anos de prisão pelos delitos de falsidade ideológica e de intrusão em sistemas de computador, ligados a uma invasão ao CNJ em 2022 para colocar lá uma ordem de prisão forjada contra o próprio Moraes. No mesmo ano, o STF aplicou nova condenação de 5 anos e 3 meses, com regime inicial semiaberto, pelo porte irregular de arma e pelo constrangimento ilegal, em caso ligado à perseguição do jornalista Luan Araújo, em São Paulo.

Depois da primeira condenação e antes de a ordem de cumprimento da pena ser expedida, ela deixou o país com passaporte europeu, passou pelos Estados Unidos e chegou à Itália, onde pediu refúgio alegando perseguição política. Em Roma, foi presa a pedido do STF, por meio do governo brasileiro, que pediu a extradição imediata; depois que o primeiro pedido foi negado em definitivo, foi solta. Atualmente, segundo a agência, ela aguarda em Roma a análise do segundo pedido de extradição de Zambelli.

Em nota, Eduardo Maurício, advogado da ex-deputada, afirmou que o julgamento não poderia ocorrer sem os documentos enviados pelo Brasil, já que, sem eles, a defesa não teria condições de se manifestar plenamente sobre pontos ligados à saúde da ex-deputada. Para ele, extraditá-la seria o mesmo que expô-la à morte, por avaliar as prisões do país como desumanas e degradantes.

O que ainda não foi informado?

A reportagem não detalha o conteúdo dos documentos enviados pelo governo brasileiro e não traz manifestação do governo sobre o adiamento.

O próximo passo do caso de extradição de Zambelli é o julgamento adiado para o mês de novembro, na Corte de Apelação de Roma.

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Fontes

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