Crise do Banco Ueno no Paraguai: MP apreende bens de empresário e Peña decide renunciar
Autoridades do Paraguai apreenderam um iate, um jatinho e carros de luxo ligados ao Grupo Vázquez, no âmbito da crise do Banco Ueno, cujo fechamento foi determinado pelo Banco Central; o presidente Santiago Peña decidiu renunciar.
Autoridades do Paraguai apreenderam um iate, um jatinho e carros de luxo ligados a empresários do Grupo Vázquez, segundo o Metrópoles. As apreensões fazem parte da crise do Banco Ueno no Paraguai, instituição cujo fim foi determinado pelo Banco Central em 3 de novembro.
Resumo rápido
- Na crise do Banco Ueno no Paraguai, o Ministério Público apreendeu um iate, um jatinho e carros de luxo.
- O Banco Central determinou o fim do Banco Ueno em 3 de novembro, por considerar a instituição insolvente.
- Oito pessoas ligadas ao banco foram presas na quarta-feira (4), segundo o UOL.
- O presidente Santiago Peña decidiu renunciar; cabe ao Congresso aceitar ou não a renúncia.
Quem está no centro da crise do Banco Ueno no Paraguai?
Segundo o UOL, os bens pertenceriam a Miguel Vázquez, do Grupo Vázquez, principal controlador do Banco Ueno. As operações ocorreram entre a noite de quinta-feira (5) e a manhã de sexta-feira (6), em cidades diferentes. Um iate da fabricante italiana Azimut Yachts foi encontrado no condomínio Agua Vista, em San Juan del Paraná, segundo o jornal ABC Color, citado pelo UOL. Um jato Beechcraft King Air 300 foi apreendido em um hangar do Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Luque, e carros de luxo foram retirados da casa do executivo em Assunção, avaliados em US$ 14 milhões.
Segundo o Metrópoles, o Banco Central determinou o fim do Banco Ueno por considerá-lo insolvente e suspendeu suas operações, iniciando um procedimento de resolução do banco digital. Ainda de acordo com a mesma reportagem, o BCP afirmou que a instituição emprestou valores além do teto legal a companhias do próprio grupo, o que comprometeu sua liquidez.
O Ministério Público paraguaio pediu investigação criminal e a prisão de dirigentes do banco. Segundo o UOL, oito pessoas ligadas à instituição foram presas na quarta-feira (4), entre elas Miguel Vázquez e outros sete integrantes do conselho de administração, conforme o Metrópoles. A suspeita é de abuso de confiança, além de outros delitos. O MP teria apontado que Vázquez participou da aprovação de linhas de crédito irregulares e de transferências de dinheiro a empresas ligadas ao banco, como na compra simulada de uma carteira de crédito de US$ 74,4 milhões pela Vinanzas SA.
A crise também chegou ao Executivo. Segundo o Metrópoles, o presidente Santiago Peña, alvo de pedido de impeachment, decidiu renunciar, mas cabe ao Congresso aceitar ou recusar a renúncia, que ainda deve ser formalizada. O UOL descreve a renúncia como ocorrida na quinta-feira (5). Carlos Carvallo, que presidia o Banco Central desde 2023 e já havia presidido o Banco Ueno, também renunciou, de acordo com o Metrópoles, que cita parlamentares da oposição dizendo que o grupo do banco cresceu rapidamente na gestão de Peña, acionista da instituição até março de 2025.
O que ainda não foi informado?
Na crise do Banco Ueno no Paraguai, ainda não há confirmação de que o Congresso tenha aceitado a renúncia de Peña. As reportagens também divergem sobre o número de carros: o Metrópoles fala em nove, enquanto o UOL cita sete na casa de Assunção. Os valores e as prisões seguem atribuídos aos veículos que os informaram.
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Fontes
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