Eleições legislativas nos EUA: democratas conquistam Câmara e Senado
Democratas conquistam o controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos EUA nas eleições de terça-feira (3/11), segundo o Metrópoles e o DW Brasil. A mudança amplia a fiscalização sobre o governo Trump a partir de janeiro de 2027.
Com as eleições legislativas nos EUA realizadas na terça-feira (3/11), o Partido Democrata passou a controlar a Câmara dos Representantes e o Senado, segundo o Metrópoles. O resultado tira dos republicanos as maiorias que criavam um ambiente favorável ao presidente Donald Trump nos últimos dois anos e coloca diante dele uma oposição fortalecida até o fim do mandato.
Resumo rápido
- Com as eleições legislativas nos EUA, os democratas ficam com as duas Casas do Congresso.
- A fiscalização sobre o governo aumenta, e os novos poderes começam com a posse, em janeiro de 2027.
- Vetos seguem difíceis de derrubar, porque exigem dois terços em cada Casa.
- Trump disse que preferiria evitar vetos pelos dois anos restantes do mandato.
Por que as eleições legislativas nos EUA pesam sobre Trump
Ao controlar as comissões, a oposição poderá definir prioridades de investigação, convocar autoridades e pedir documentos ao governo. Entre as ferramentas estão as intimações, que permitem exigir que pessoas, empresas e organizações prestem esclarecimentos. Segundo o Metrópoles, o Senado também poderia recorrer à Justiça para cumprir essas intimações. Esses poderes começam com a posse do novo Congresso, em janeiro de 2027.
Entre os temas que podem entrar na pauta, o Metrópoles cita projetos de Trump, as suspeitas de enriquecimento ilícito ligadas ao presidente e a parentes, a guerra no Irã, a política migratória e os cortes do DOGE em 2025. Inteligência artificial e acessibilidade também aparecem como possibilidades.
Cabe ao Senado confirmar nomes para postos de alto escalão, como ministros do Gabinete, juízes federais e integrantes da Suprema Corte. Para o Metrópoles, a resistência dos senadores pode forçar Trump a negociar mais antes de fazer essas escolhas. Já para derrubar um veto, exige-se o apoio de dois terços de quem estiver presente em cada Casa, patamar que a vitória democrata não garantiu; por isso, a oposição precisaria de votos republicanos.
Na noite da eleição, em entrevista ao Politico, Trump reconheceu a possibilidade de enfrentar dificuldades com um Congresso controlado pelos adversários. Ele afirmou ter o direito de vetar projetos dos democratas, mas disse que preferiria evitar vetar propostas durante os dois anos restantes.
Nas eleições legislativas nos EUA, a vitória democrata superou as previsões, segundo o DW Brasil. Os democratas venceram em disputas acirradas e também em redutos republicanos, como Texas, Carolina do Sul, Ohio e Kansas. Ao mesmo tempo, candidatos apoiados por Trump tiveram desempenho abaixo do esperado, mesmo diante de resistência de dirigentes republicanos regionais.
Pesquisas de boca de urna e resultados preliminares mostraram, segundo a mesma reportagem, que quase dois terços dos eleitores responsabilizaram o presidente pela alta dos preços. Trump havia prometido conter a inflação ao ser eleito em 2024, mas suas tarifas e a guerra contra o Irã pioraram o cenário econômico para muitos americanos, segundo o DW Brasil.
O que ainda não foi informado?
As reportagens consultadas não informam quantas cadeiras cada partido terá na Câmara e no Senado. Os números sobre o eleitorado vêm de dados preliminares e de pesquisas de boca de urna, e não de apuração final.
Em resumo, as eleições legislativas nos EUA ampliam a fiscalização sobre Trump, mas não dão aos democratas votos suficientes para derrubar vetos sozinhos. O DW Brasil avalia que os eleitores provavelmente cobrarão soluções econômicas do partido, o que pode ser uma faca de dois gumes.
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Fontes
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