Operação Unha e Carne: PF faz buscas na Barra da Tijuca contra Márcio Poncio
A Polícia Federal fez buscas em quatro endereços da Barra da Tijuca, no Rio, na 9ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
Segundo o Metrópoles, a Polícia Federal esteve em quatro endereços da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (29/10), na 9ª fase da operação Unha e Carne. As ordens foram expedidas pelo STF, e os alvos incluem o pastor Márcio Poncio e Bernardo Coutinho Loyola.
Resumo rápido
- Quando: nesta quinta-feira (29/10)
- Onde: quatro endereços na Barra da Tijuca, no Rio, com ordens do STF
- Alvos: Márcio Poncio e Bernardo Coutinho Loyola
- Suspeitas: lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio
Por que a operação Unha e Carne chegou à 9ª fase?
Segundo o Metrópoles, a investigação começou em dezembro de 2025 para apurar um vazamento, ainda suposto, de informações sigilosas sobre operações policiais contra o Comando Vermelho (CV). Com o avanço do caso, a PF passou a investigar a possível existência de uma rede de proteção ao crime organizado, que reuniria agentes públicos, parlamentares, integrantes do Judiciário e operadores financeiros.
Ainda conforme o Metrópoles, citando a PF, o esquema teria girado valores superiores a R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos. Esse número aparece em um relatório do Coaf, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, enviado à corporação. Há também indícios de um patrimônio com imóveis sofisticados, jatos executivos e carros de luxo, além de empresas em nome de parentes, colaboradores e terceiros que, conforme a apuração, seriam administrados por integrantes do grupo.
Esta nova etapa veio da análise de dados extraídos de um celular apreendido na quinta fase. Ainda segundo o Metrópoles, a PF afirma que esse material revelou novos endereços, estruturas empresariais e bens que, na visão da corporação, seriam usados para administrar, esconder e movimentar recursos.
Das quatro diligências, três atingem salas comerciais ligadas a Poncio, e a quarta é uma residência de Bernardo Coutinho Loyola, segundo o UOL. Poncio foi preso em 2 de julho, num flat da Barra da Tijuca; na semana seguinte, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, converteu a prisão preventiva em domiciliar, e ele deixou a cadeia em 12 de julho, de acordo com o Metrópoles. Já Adilsinho, que o UOL atribui à TV Globo como chefe do grupo, estava preso desde fevereiro.
O que ainda não foi informado?
As reportagens não informam o resultado das buscas na operação Unha e Carne, como os itens apreendidos, e não trazem a manifestação das defesas. As fontes também não trazem documento oficial da PF ou do STF.
Acompanhe mais notícias da editoria Brasil na Gazeta São Carlos.
Fontes
Matéria da Redação Gazeta São Carlos, elaborada a partir das fontes indicadas e conforme a política editorial. Encontrou um erro? Veja como pedir uma correção.




